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5 de out de 2013

Design de interiores: uma busca ao luxo ou à felicidade?

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Provavelmente mais do que na Arquitetura, as pessoas podem ter dúvidas ou preconceitos sobre Design de Interiores, no que diz respeito à seriedade do assunto, o seu valor moral e o seu custo. Será que o Design de Interiores tem um apelo direto à felicidade e ao bem-estar do cliente que o contrata? Não seria o dispêndio com "embelezamento" de ambientes internos uma simples futilidade?

Segundo o filósofo Alain Botton, em seu livro "Arquitetura da Felicidade", a construção de uma residência e a decoração interna têm por finalidade criar uma identidade com as pessoas que nela irão viver, ou seja, o lar não é apenas um refúgio físico, mas também um local de amparo psicológico, em que as pessoas buscam sua própria identidade. Conforme o autor, a beleza também é buscada como um item de satisfação pessoal. Além da funcionalidade que os ambientes necessariamente têm, eles são o pano de fundo para o desenvolvimento das obrigações, das relações afetivas e da história de seus moradores.

Não estamos falando necessariamente de grandes reformas, mas em geral os profissionais da Psicologia Ambiental afirmam que apenas mais luminosidade natural seria capaz de melhorar o humor de quem vive no ambiente, uma vez que realça as cores, aquece o ambiente e mantém regulados os ciclos hormonais diários. Logicamente, existem inúmeras outras formas de deixar um local mais confortável com baixo custo.

Daí podemos dizer que, mesmo quando se decora com simplicidade um ambiente onde se vive, trata-se, em parte, da nossa busca inerente à felicidade. Viver bem tem tudo a ver com morar bem! Assim, o designer de interiores que se habilita e fazer caber os seus desejos dentro do espaço e do orçamento que o cliente dispõe, este é o profissional que lhe ajudará a ser mais feliz, com certeza.

Érica Marina

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