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23 de set de 2013

Como organizar visualmente os ambientes integrados

# Soluções para questões atuais do layout de interiores (parte 1)


Nesta semana, o Camarina Studio irá abordar problemas bem atuais de design de interiores. A questão principal gira em torno do fato de que a tendência é construir ambientes integrados. Certas vezes, isto é feito para dar uma configuração mais moderna, integrando ambientes sociais em um só e ampliando a convivência entre eles. Para reformas, a derrubada de paredes pode acabar gerando vigas ou pilares como indicativo da remoção das paredes e muitas vezes não se sabe o que fazer com elas. Outras vezes, novos apartamentos usam a integração para driblar a valorização imobiliária pelo uso de menores metragens, e neste caso a eliminação de paredes dá uma sensação de espaço maior, porém mais difícil de organizar. Em alguns momentos, o cliente deseja apenas organizar o espaço de maneira integrada sem dividi-lo, e em outros momentos ele prefere dividi-lo de maneira sutil, sem necessariamente erguer paredes. Tudo isso será abordado durante a semana.

Hoje iremos ver como organizar os ambientes sem criar barreiras físicas entre eles. Existem várias opções nesse caso e elas não são excludentes entre si, podemos lançar mão de duas ou mais ao mesmo tempo.

Fonte: Casa Vogue

Temos basicamente quatro recursos a seguir:

1. Dividir visualmente o piso nos ambientes desejados.

1.a) Mudar o revestimento do piso: isso indica claramente que passamos para outro ambiente.

Fonte: Casa Abril
Algumas vezes, são desenhados verdadeiros tapetes:
Fonte: Uol Mulher Decoração

1.b) Dividir com tapetes

O tapete não precisa dividir o ambiente à risca, ele apenas serve como indicativo. Se há um ambiente com tapete e outro sem, ou se são usados dois tapetes diferentes, eles acabam indicando a divisão.

Hall de entrada, Beatriz Dutra para a Casa Cor SP 2013

O tapete, mesmo na função de delimitar o ambiente, pode deixar o piso à mostra.

Ambiente Casa Cor, foto do acervo pessoal
1.c) Alterar o nível do piso. Pisos de níveis diferentes supõem ambientes diferentes, isso pode ser complementado com uso de tapetes e revestimentos distintos ou não.

Estúdio do executivo, por Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli para a Casa Cor SP 2013

2. Dividir visualmente as paredes

A divisão de uma parede pode ser pelo uso de uma cor ou um material de revestimento diferente. Este não é um expediente muito utilizado, pois a divisão da parede gera uma mudança mais abrupta que a realizada pelo piso.

De qualquer forma, funcionou muito bem  e foi feita com suavidade para o quarto compartilhado:
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Em lofts, quitinetes e pequenos espaços, esta opção pode ajudar a setorizar espaços:

Ver fonte
Em ambientes amplos, esse recurso também pode ser utilizado. Na imagem abaixo, um painel modificou o revestimento da parede e destacou-o do restante, deixando o ambiente menos árido, dividindo-o em três.


Já no ambiente abaixo, este recurso foi utilizado naturalmente como continuidade da divisão feita pelo piso.

Ambiente de Camila Klein, publicado pela Casa Vogue

3. Dividir visualmente o teto

A divisão pelo teto é mais sutil e por isso é um recurso adicional aos outros. A primeira opção é mudar o teto com auxílio de sancas em gesso para criar rebaixos ou disponibilizar um tipo diferenciado de iluminação.


Outra forma, é fazer com que os recursos de iluminação dividam os ambientes de maneira sutil:

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Aqui, não foi propriamente a iluminação que ajudou a dividir os ambientes, mas o uso de pendentes diferentes. Notar que há outros elementos de divisão e, como falamos, este recurso é auxiliar.

Ver fonte

4. Disposição dos móveis

A disposição dos móveis pode, por si só, organizar o ambiente. Dessa maneira, a divisão é feita sempre em "aglutinados" de móveis que definiriam do que se trata cada espaço.
Ver fonte
Neste tipo de distribuição de layouts de móveis, um recurso muito utilizado é o aparador, tanto para dividir o ambiente em si quanto para dar acabamento às costas do sofá.

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Um coringa na separação visual dos ambientes é o "sofá-ilha", um esquema de vários módulos que permite que se sente de ambos os lados. Não é preciso outro recurso para dividir o ambiente ao meio.

Ver fonte

Colocar um exemplar como esse entre dois ambientes harmoniza com bom humor a divisão. Veja os dois lados deste mesmo sofá-ilha:
Fonte: Casa Abril
Essa divisão também pode ser sugerida com um recamier. Esteticamente é uma vantagem não ter as costas do sofá,  apesar de não ser tão confortável quanto. Mas por outro lado ele pede menos espaço.

Ver fonte
Fonte: Casa Abril

Veja a imagem a seguir. Escolheu-se para os ambientes integrados (estar e jantar) tudo de forma muito harmônica e cores neutras semelhantes, mas há várias soluções para a divisão dos ambientes. Repare que os dois ambientes têm níveis diferentes de piso, sendo que um conta com tapete e outro não. Pelo teto, também há diferença de níveis e tipos de iluminação diferente. A disposição de móveis também é bastante clara. O único recurso de que não se utilizou foi a mudança de padronagem ou revestimento na parede.

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No próximo post veremos as divisões físicas que se pode fazer sem necessariamente contarmos com paredes.

Érica Marina


Ver próximas postagens desta série:

Parte 4 - Cozinhar social

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